
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
"Liberdade - essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique, e ninguém que não entenda" Cecília Meireles

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
O povo assiste ao programa da Globobagem - controle enlatado -, o programa dos 'poderosos' é outro...

(i)Leg(al),is(o)l(ado e abstr)ativo,
(pré)Judiciário
.
Acorde! O mundo passa lá fora. O Seu mundo. O Meu mundo. O Nosso mundo.
A Ditadura... Há Ditadura? Há Ditadura! Não se deixe iludir... "O pior cego é o que vê TV"

Há Ditadura... sim... não se pode negar, por mais que ninguém perceba, por mais que praguejem tolices sobre "Democracia" e "Liberdade"...
Dois valores imprescindíveis para espírito humano, o direito de decidir na mão de cada um - democracia - e o direito de decidir por si mesmo - liberdade...
Preciosidades que perderam seus mais profundos significados, perderam seu sentido, seus valores humanos, e se transformaram em simples produtos na vitrine mercadológica do sistema. São meros verbetes ilustrativos... nas bocas, nas ruas, nas placas; fruto da programação implacável, do poder de dominação psicológico e fisiológico sobre cada engrenagem minúscula do sistema...
Uma abominável ditadura, tão perversa que não se permite enxergar claramente, ilude com tamanha perícia que torna-se até um absurdo levantar esta hipótese. Ditadura? No Brasil? No "exemplar mundo capitalista ocidental, maior defensor da "liberdade e democracia"?
Mas, o que significa isso? Antes de blasfemarem injúrias e tolices predeterminadas, já paramos e refletimos o que será mesmo Liberdade?
Seria Liberdade se vestir de acordo com padrões alheios a você mesmo?... Imposições sabe-se lá de quem e de onde, mas que se acata com toda a subserviência de um simples cumpridor de ordens.
Seria Liberdade pensar “tudo” aquilo que é “permitido”? Rigidamente regrado pelas ‘Tradições’, ‘Dogmas’, ‘Regras da Sociedade’?
Pensamos em “tudo”?... Ou será que o condicionalmente ‘infanto-juvenil-adulto-velho-túmulo’ cuidou perfeitamente para que apenas o pueril e egoísta esteja na pauta de nossos pensamentos?
E todo o planejamento de uma vida! Que demonstração de Liberdade. Nasce, come, engole, cresce, come, engole, cresce, anda, come, engole, cresce, veste, come, engole, cresce, assiste, come, engole, cresce, aceita, come, engole, cresce, aprende, come, engole, cresce, compra, come, engole, cresce, compra, come, compra, engole, compra, cresce, compra, come, compra, compra, compra, compra, engole, compra, compra, compra, compra, cresce... decresce, decresce, decresce... volta, não adianta, não há mais nada além do anúncio da TV.
...
Que linda Liberdade.
Mas não quero essa “Liberdade” para mim.
Demo´cracia... o que é? Poder nas mãos do Demo? Do Bicho do mal, do Coisa Ruim?... Porque a primeira vez em que foi o poder do Povo, nem poder do povo era.
A democracia em seu berço grego já nasceu disforme e desigual. Uma ínfima parcela escravocrata era a dona do poder, a única considerada – povo. A massa trabalhadora, afinal, não é gente, é “tração animal” para a Roda do Progresso e Desenvolvimento.
E nossas vidas continuam, peças diminutas, alienadas, na paisagem dos Magnatas.
- Suponhamos que Jesus Cristo tenha mesmo voltado... Delegado Pigarço, não seria prudente mandar seus investigadores procurar o Filho do Homem? Olhe que esse indivíduo é perigoso... um subversivo socializante, um terrorista com antecedentes criminosos, uma ficha negríssima no DOPS de Pôncios Pilatos. Lembre-se do que ele andou dizendo e fazendo contra o grande Estabelecimento Romano...
Inocêncio (O delegado) põe-se de pé, a cara contraída. Mas o jovem Padre prossegue:
- Prenda Jesus, delegado, prenda-o o quanto antes! Interrogue-o. Faça-o confessar tudo, dizer o nome de todos os seus discípulos e cúmplices... Se ele não falar, torture-o em nome da Civilização Ocidental Cristã.
--//--
A maior hipocrisia de todo e qualquer capitalista indiferente, egoísta, perpetuador do ‘sistema de relações servis’, é se dizer Cristão. E uma grande ofensa à causa e à luta de Cristo de construir um Lar para todos os homens, igualmente, fraternalmente, livre, o verdadeiro Reino de Deus.
Não nos enganemos com a triste propaganda desses abutres corporativos, entronados em seus privilégios e em suas moradas de ossos. Não somos livres; não temos direitos, exceto aqueles insignificantes que não agridam o “direito superior que possui o capital sobre todas as coisas"; não temos liberdade de expressão, apenas a ridícula idéia de que repetir o coro é se expressar; não temos educação, apenas um conjunto de conhecimentos aplicados na criação da riqueza de poucos, quase nada que provoque o bem-estar comum, menos ainda que nos permita ser livre-pensantes; E nenhuma, absolutamente nenhuma noção de coletividade, a não ser a única “coletividade” nos dita ‘importante’ – o time de futebol – e, como se não bastasse, sobrepujando nosso inexistente sentimento comunitário, nos rasgam a carne para impingir perpetuamente a irreversível competição sanguinária.
“Realmente, vivemos muito sombrios!” Brecht
E só a grande luta de vidas inteiras, doadas, febrilmente solicitadas pela missão divina de lutar pelo outro, pode combater tudo quanto existe para combater, vencer, transformar, revolucionar. Vidas inteiras, cada gota de sangue de inúmeros indivíduos que não nascem para outra coisa que não seja ser a força da luta, o fogo da revolta, a direção para a justiça.
Não podemos desistir de lutar, pois a luta é o sentido de nossas existências, guerreiros de uma guerra que nunca deveria ser travada, de homens contra homens, homens contra sentimentos mesquinhos, egoístas e supérfluos, homens contra forças inexistentes, fruto de sua própria loucura, sua sede irracional pela fonte de sua destruição – poder como privilégio, individualismo como muralhas, trabalho como escravidão, existência como o vazio.
Libertemos-nos.
Sejamos humanos.
Ser humano.
Se Jesus Cristo voltasse, filho de uma mulher comum, casada com um trabalhador braçal comum, se tivesse conseguido ser parido, caso sua mãe não fosse espancada brutalmente por um marido bêbado, acusando-a de traição, se tivesse mesmo sobrevivido a primeira grande barreira das classes pobres, a carnívora mortalidade infantil, se ainda tivesse passado pelo cruel trabalho infantil, por ordem da inelutável sobrevivência, resistido às agruras do abandono, da mendicância, da exclusão social, e tivesse chegado à idade adulta e dito e feito o que foi sua missão dizer e fazer, seu sentido de viver, teria tido fim semelhante ao de dois mil anos atrás, feito preso e assassinado político, vítima da guerra rural, opressão sindical, ou mesmo do caos social e da violência urbana que acomete as ruas, os becos e os corredores de nossas relações sociais.
Ninguém ouviria sua voz, graças ao barulho ensurdecedor das buzinas, dos gritos, dos desesperos e das propagandas. Ninguém o notaria, pois seria só mais um fruto da miséria, um homem esfarrapado e faminto. E se alguns o seguissem, essa minoria seria brutalmente esmagada pela “incontestável verdade” de que “sempre haverá ricos e pobres, soberbos e miseráveis”. Mentira!
Lutemos. A luta do Cristo é a nossa luta, a luta do ser humano, que ainda se lembra o que é ser humano.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Liberdade, Igualdade, Fraternidade... Liberte-se.

O luxo desses poucos
Causa a miséria de todos os outros!
A favela se multiplica
Para que essa gente seja rica!
Enquanto estivermos calados
Eles continuarão em seus carros importados;
Enquanto formos oprimidos,
Eles se esconderão em seus comprimidos...
Insurreição, libertação, redenção!
Sabotar o sistema de correntes,
Esquecer esse mundo para ser independente!
Ver o que há além da ilusão...
Desobediência!
Não se deve acatar jamais
O que for contra à nossa consciência...
Libertação na igualdade fraterna.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Ai a liberdade... me libertando serei! Liberta-te!

Que liberdade a nossa, não?
Não! Que liberdade?
Somos livres, diz ‘nossa’ lei.
Isso não é liberdade, isso é coisa de burguês...
Papel, da verdade, um véu, da ilusão, corcel,
Do pensamento, enganação, do coração, ilusão...
De nossas asas, mero céu de mentirinha,
E nosso sentimento se esconde na sensação mesquinha
Da irrealidade que nos impõem imutável.
A cada pensamento estreito e alienável,
Para não dizer alienado, mas já inferindo,
Vamos inconstruindo, reconstruindo, repetindo,
Fazendo a manutenção, legitimando
O fato, que por ser fato já é questionável,
De que somos livres e que acima de tudo
Proteger é preciso, este fato “absoluto”!
E nada há de mais valoroso!
Nem o homem, que é livre. (?)
Antes ser livre do que ser homem,
E o homem que não proteger o ser livre,
Não importa ser homem, os outros comem.
Pronto. Parede alta e intransponível.
Para nos proteger da ameaça à liberdade,
Nos cercamos como nunca devia o primeiro ter cercado.
Ninguém passa, ninguém entra, infalível.
Falido antes de tudo.
Será que é difícil enxergar? Certamente, através de nossos
Muros e fortalezas, deve ser tarefa das mais árduas...
Pois que somos dos seres os mais presos,
Por todos os nossos preconceitos
E pressupostas superioridades
E manias e grandezas e vaidades.
Ah, liberdade de televisão...
Ilusão, prisão, alienação...
Girando, girando...
Até parar para pensar
E voilà
Libertação.
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena"

quarta-feira, 31 de outubro de 2007
"Quem tudo quer, tudo perde" E a natureza está sendo perdida pois a ganância dos homens não cabe em seus corações desumanos...
A mãe-natureza nos aconchega. Por que maltratá-la? Por que sangrar o colo que nos afaga? Os homens são insensíveis, são cegos e egoístas... Como não ser apaixonado pela fonte da vida, origem de tanta luz e beleza, a natureza? Mas estamos sujos do pecado do nosso vício, a gana por mais e mais. Nossa ganância, nosso excesso, nos tirará tudo e depois que tudo estiver perdido, tudo o que foi inconsegüentemente e desumanamente acumulado, não valerá de nada, não valerá a pena ter destruído tudo para ter mais do que o outro. Ser mais do que os outros significa o que? Destruição e morte. O Rei das terras mortas e ensanguentadas. Sejamos iguais, para viver em harmonia com a mãe que nos aconchega.Liberdade, Igualdade, Fraternidade, Humanidade.
"Sei que a vida vale a pena..."

Dois e dois: quatro
"Sempre existe um caminho; Sempre existe uma luz"
"Quando tudo está perdidoSempre existe um caminho.
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz.
Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho.
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser
Quem eu sou."
(A Via Láctea - Legião Urbana)
Não podemos desistir, mesmo que não sejamos os salvadores da humanidade, mesmo que não pareçam existir saídas para as angústias, mesmo que a dor seja grande, "o pão seja caro e a liberdade pequena"... Preciso lutar, precisamos todos, pois o sangue corre em nossas veias e ele pede socorro pelos rios de sangue, seus e nossos irmãos, que choraram na história.
"Sempre existe uma luz"
Fé.
sábado, 20 de outubro de 2007
Educação Programada - Criaturas obedientes, educadas... programadas...

Educação X Programação!
"Quando vejo que na idade de maior atividade os jovens são limitados a estudos puramente especulativos e que depois, sem a menor experiência, são bruscamente jogados no mundo e nos negócios, acho que a razão não é menos chocada do que a natureza e não fico surpreendido por tão pouca gente saber conduzir-se. Por que estranho modo de pensar nos ensinam tantas coisas inúteis, enquanto que a arte de agir é tida como nada?"
Jean-Jacques Rousseau
A juventude é o espírito mais impetuoso, revoltoso, questionador e intempestivo, cuja força é capaz de mover céus e terras, cuja ousadia pode ir onde ninguém mais foi. O jovem é o elo mais instável e apto para grandes e abruptas mudanças da corrente da sociedade, e em conseqüência disso, uma emaranhada trama foi criada para sepultar e suprimir essa tempestade ambulante, sequiosa por mudar e melhorar, de forma a não comprometer a manutenção do sistema em voga.
Assim se criou nos tempos modernos os sistemas educacionais, prisões do pensamento. Calabouços disfarçados sob a máscara da ciência e do saber. Mas uma pergunta aflora, saber o quê? O que se ensina nestes ditos educandários? Ensina-se a não se aprender nada, ensina-se apenas a guardar informações as quais não se sabe claramente para que servem, ensina-se a obededer as regras, sejam elas quais forem, ensina-se a cumprir padrões, ensina-se a repetir ações mecânicas.
As chamadas "escolas" são fábricas. Não fazem borbulhar criatividade nem desenvolvimento, apenas produzem máquinas de acordo com as necessidades do sistema, máquinas de calcular, máquinas de obedecer, máquidas de consumir. As características humanas individuais são irrelevantes dentro do ambiente padrão, e as potencialidades de cada um pouco consegue contribuir nesta cela fechada e rígida, onde não há espaço para novidades. As pequenas mudanças seguem a antiga lógica do despotismo esclarecido - "é preciso mudar um pouco para que tudo continue como está", e assim as poucas reformas vão sendo feitas, apesar de nunca atingirem a essência do processo, que continua incólume.
Os jovens, desde cedo, são programados, e como arvorezinhas, são podados continuamente para permanacerem no formato desejado. Os ganhos excessivos, são cortados fora, as folhas que alimentam a árvore, são limitadas a uma quantidade segura, e seus destinos são rigorosamente observados, para não fugirem ao controle. A programação é poderosa, aprimorada ao longo de séculos e séculos. Hoje quase não se percebe as suas lacunas, as suas faltas e seu real objetivo. Os argumentos contrários são combatidos com pequenas doses de concessões, que visam desqualificar as críticas. A critíca à predominância da formação puramente matemática é desfeita pelo leve tempero humanístico, um punhado de aulinhas de história ("oficial" - ou seja, um conto bonitinho manipulado pelos domiantes), uma brincadeirinha de geografia, e outros faz-de-conta dos quais nem nos damos conta, até nos esquecermos que no final, sabe-se mais fórmulas do que valores humanos, mais conceitos físicos do que solidariedade, sabe-se calcular, mas não se sabe dividir o pão.
Assim, as "forças produtivas" se apoderam deste produto final, indivíduos fabricados, agora fabricantes de riquezas e as velhas forças de poder permanecem em seu trono, protegida contra qualquer questionamento e oposição.
Os pequenos e dispersos movimentos contrários, alternativos, são tão poucos e distantes que se vêem sufocados pela realidade e não conseguem realmente lutar de igual para igual com o sistema dominante.
E assim, a humanidade segue, um espetáculo de manipuladores e suas marionetes.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
É direito fundamental do indivíduo e da coletividade se revoltar contra aqueles e aquilo que ameacem sua soberania e direito à autodeterminação!
A Resistência
Nunca a luta contra a exploração e dominação sobre os homens foi tão dura quanto em nossos tempos, e reunir as forças necessárias para lutar, tornou-se tarefa das mais árduas!
Os nossos dias, se podemos realmente dizer nossos, correm em passos ligeiros, embalados no avanço tecnológico psicodélico, o qual é excelente meio de nos manter a mente ocupada e alienada. São tantas as novidades da tecnologia e do mercado, que não há tempo para analisar o mundo, sem correr o risco de perder o próximo lançamento e estar por fora das tendências da moda.
Junto à essa força avassaladora de alienação, soma-se a estratégia mais bem elaborada e fundamentada de dominação arbitrada pelos poderosos urubos no comando há tempo demais: "a invisibilidade dos inimigos". Não se pode mais apontar alvos claros para nossas batalhas, os inimigos se dispersaram, não existe mais um homem, um grupo, uma força ideológica que possa ser combatida com união, são mil fatores que circulam feito furacões pelos veículos de comunicação, nos fenômenos sociais, e que se enraízam de maneira desapercebida nos corações das pessoas e vão sedimentando suas energias, petrificando seus ímpetos, seus espíritos ávidos por mudanças.
Como combater? Como congregar? Qual a bandeira que pode unir as mãos de todo o povo? As causas foram transformadas em objetos de vitrine, produtos mercadológicos, os ideais foram enlatados e vendidos nos shoppings, a revolução virou enfeite em camisetas. As horas passam e os poucos movimentos pela mudança vêem-se isolados e jogados uns contra os outros, brigando feito insetos enquanto os abutres observam do alto, observando os líderes e queimando-os com suas lupas institucionais, aparatos governamentais, máscaras opressoras.
Que resistência pode ser feita? Que Contracultura poderá nascer no mundo padronizado, de larga escala, ‘globalizado’, onde as diferenças culturais vão cedendo à pressão do capital, ao consumo exacerbado das marcas e das grifes? Uma resistência precisa ser levantada, reunida, comandada, rumo à um objetivo de difícil delimitação; construir uma nova sociedade, porém enfrentando o medo de implodir a deplorável, porém maquiada, sociedade existente. Será esse o objetivo? Mudar o método de pensamento, transformar nossa maneira de pensar, subverter o cotidiano para reverter nossa submissão à programação vigente.
E como financiar esse ideal? Talvez o conceito de financiamento precise ser mudado também. Para se manter, ele precisa estar acima da manutenção, ser parte de cada combatente na maneira deles agirem no meio da realidade existente, dando suas pinceladas de mudança, seus toques de resistência.
Ainda quanto ao inimigo, onde ele está? Será que é o patrão, o político, o militar ou o fazendeiro, como era nos tempos das grandes revoluções da história? Não será que ele se tornou tão grande e abrangente que passa a ser cada um de nós, sendo nós mesmos nossos próprios inimigos? Será que não precisemos derrotar nossa acomodação, vencer as trincheiras de nossa inércia, transpassar nossa ignorância com golpes de impetuosidade, conquistar os territórios de nossa mente, antes ocupados pelos interesses comerciais, e construir espíritos inflamados e contestadores, aptos a se libertar e serem libertários, para assim podermos passar para o plano extracorpóreo? Será que antes de ir à luta numa frente de batalha ideológica, não precisemos vencer os batalhões de idéias conservadoras e acomodadas de nossos irmãos?
Nossa luta nunca foi tão dura, e nossa congregação nunca foi tão nebulosa. Os inimigos físicos se tornaram inimigos imateriais. O que era um edifício ou uma instituição, agora tornou-se um sentimento geral, uma força sobre-humana. Um conselho para a luta? Reúna-se. Converse com seu amigo. Crie um grupo. Forme uma rede de contracultura. Seja você a resistência. Se não consegue ver o inimigo, tente ao menos ver o seu amigo e junte-se a ele, junte-se aos camaradas e sejam a resistência, mesmo contra o desconhecido, pois uma fortaleza sólida resiste de onde quer que venha as ameaças. Seja você a resistência.
“Não podemos aguardar que os tempos se modifiquem e nós nos modifiquemos junto, por uma revolução que chegue e nos leve em sua marcha. Nós mesmos somos o futuro. Nós somos a revolução.” (Beatrice Bruteau)
Nós conseguiremos, é certo. A minha mão alcançará a de meu irmão, um dia. Venceremos os artifícios de desagregação, como as suspeitas, as desconfianças, os oportunistas e as manipulações. E as rochas que fundarão o futuro serão colocadas por pessoas como eu e você.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
"O Brasil é o país do futuro"... quando for uma nação, um povo unido, forte, aguerrido, lutador! Até lá... somos um país do passado...

Do patriotismo se podem dizer muitas coisas, que é um sentimento honrado de amor à pátria, como afirmam os nacionalistas, ou uma cegueira que eleva a nação e nega seus defeitos, de acordo com alguns ingratos filhos da terra, que não reconhecem o valor da pátria-mãe. A maioria esmagadora sequer pensa nisso.
Uma nação é essencialmente um povo, e quando esse acredita nela e nele mesmo, nada pode deter o progresso de ambos, que na verdade são um só. Mas no Brasil, o conceito do ‘todo’ e do ‘indivíduo’ não se conciliam.
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Desde nossa “descoberta”, passando por nossa “independência”, até nossa “república”, nunca nos foi ensinado o significado de “nós”, porque não fomos nós que descobrimos o Brasil, nem nos tornamos independentes ou proclamamos a república. Esses “acontecimentos históricos” foram desempenhados pelas classes dominantes, que nunca se identificaram com o povo, e o povo seguiu alheio à tudo isso.
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O patriotismo do brasileiro foi importado de terras distantes, pelos mandatários do Brasil, pois esses consideraram que seria um bom instrumento de controle civil, permitindo manter a unidade nacional. Contudo, apenas uma fração do que é patriotismo foi trazido para essas fronteiras, a partícula cega, de obediência e resignação imbecil às decisões do alto, excluindo a reflexão crítica e o amor por zelar pelos reais interesses civis, para evitar transtornos ocasionais, caso a população entendesse que a pátria é dela, não dos déspotas disfarçados.
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Assim, ganhamos uma bandeira, um hino, um exército nacional, e mais recentemente, a seleção brasileira de futebol. Criou-se o admirável fenômeno patriótico sazonal; de quatro em quatro anos, milhões de festivos patriotas, por ocasião da Copa do Mundo, cantam o hino com orgulho, balançam bandeirolas e torcem pela vitória da seleção! Acabado o espetáculo, guardam-se os acessórios e todos voltam para seus mundinhos individuais; está garantida a unidade nacional e ninguém interfere na política do alto da pirâmide.
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O brasileiro é mesmo um patr´idiota, uma criação dos primeiros estrangeiros que dominaram esse país e deixaram seus filhos no comando. O brasileiro é um tolo que confunde nação com seleção, compra bandeirinhas verde-amarelo em tempo de Copa e permite que sejamos espoliados e explorados por uma elite interesseira e forasteiros imperialistas.
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Seguimos sendo uma das dez maiores potências econômicas do mundo, que, apesar do crescimento medíocre, sustenta curiosos, luxuosos e deprimentes absurdos, como o fato de sermos o país onde mais se fazem cirurgias plásticas no mundo e onde mais se consomem remédios para emagrecer, porém dono dos maiores índices de desigualdade social e concentração de renda mundiais, péssima educação e saúde públicas, violência descontrolada, mais parecendo uma guerra civil constante, um combate entre o miserável e explorado, refugo do sistema, que pega na arma para sobreviver e ter tudo o que nunca teve nem terá, contra a elitista classe média e alta (e astronomicamente alta), os barões empresários e coronéis industriais, que desfilam pelas ruas de carro importado (afinal, não existem carros nacionais, mesmo os “produzidos” aqui, são apenas montados, com peças oriundas de vários lugares da Ásia, e todos de marcas estrangeiras. Até os ônibus são de marcas estrangeiras!), ostentando seus novíssimos celulares, também de marcas imperiais.
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Uma nação sem povo, apenas um monte de pagadores de impostos, calados, cabeças baixas, pseudo-cidadãos, não tem futuro. Mas, ironicamente, alguém cantou “O Brasil é o país do futuro”.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Com a ponta de um lápis, rasgam-se estruturas, constroem-se mundos! Viva a nossa força!
"Queria te ver numa fábrica!
O quê? Versos? Pura bobagem".
Talvez ninguém como nós
ponha tanto coração
no trabalho.
Eu sou uma fábrica.
E se chaminés
me faltam
talvez seja preciso
ainda mais coragem.
Sei.
Frases vazias não agradam.
Quando serrais madeira
é para fazer lenha.
E nós que somos
senão entalhadores a esculpir
a tora da cabeça humana?
Certamente que a pesca é coisa respeitável.
Atira-se a rede e quem sabe?
Pega-se um esturjão!
Mas o trabalho do poeta
é muito mais difícil.
Pescamos gente viva e não peixes.
Penoso é trabalhar nos altos-fornos
onde se tempera o ferro em brasa.
Mas pode alguém
acusar-nos de ociosos?
Nós polimos as almas
com a lixa do verso.
Quem vale mais:
o poeta ou o técnico
que produz comodidades?
Ambos!
Os corações também são motores.
A alma é poderosa força motriz.
Somos iguais.
Camaradas dentro da massa operária.
Proletários do corpo e do espírito.
Somente unidos,
somente juntos remoçaremos o mundo,
fá-lo-emos marchar num ritmo célere.
Diante da vaga de palavras
levantemos um dique!
Mãos à obra!
O trabalho é vivo e novo!
Com os oradores vazios, fora!
Moinho com eles!
Com a água de seus discursos
que façam mover-se a mó!
Maiakóvski
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Holocausto ambiental?... Avante economia, por cima de qualquer floresta! & a "ameaça" iraniana...

domingo, 16 de setembro de 2007
Quem acredita, sempre alcança, quem acredita, sempre alcança...

Mas é claro que o sol
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Espera que o sol já vem.
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